terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O coração de carbono

O abismo se aproximando...
Meu pensar, imaginar, vindo...
Vais tu, ó são peito, atropelando
E o carvão se acabando
Na ponta do lápis torto.

É o final: mira o chão!
A chantagem que vem me fazer morto.
Só corto as ligas da aflição
E seduz pular na boca do abismo.

Ah! Quão é mal morte ao coração
Que já é tudo o que me restou
Que me escala o diafragma
E que explode os meus pulmões,
Expelida! Expurgada!
É a fibra condenada
É o tudo que me restou...
Suspiro...escarro...ao abismo
Saltou.

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